Parlamentares que votarão em perdão de dívidas devem R$ 533 mihões

Os deputados e senadores devem aos cofres da União quase R$ 533 milhões e são os responsáveis por aprovar o texto do novo Refis (programa de parcelamento de débitos tributários e previdenciários concedidos ao consumidor com desconto “generosos” de juros e multas.

Dados da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional trazem valores de dívidas inscritas em aberto nos CPFs dos parlamentares quando responsáveis ou fiadores de empresas nos quais são sócios ou diretores.

Isso porque os deputados e senadores á foram beneficiados pelo parcelamento em ocasiões passadas, que chegam na ordem de R$ 299 milhões.

Empresas de de deputados federais respondem pela maior parte dos calotes, nos quais 76 deles devem à União R$ 218,7 milhões, enquanto os senadores acumulam R$ 201,2 milhões.

Parlamentares que ganham absurdos de dinheiro  consegue dever aos cofres públicos. Agora imaginem, caros leitores, pessoas que ganham menos, bem menos mesmo para sobreviver pagando impostos e sustentando àqueles que deveriam dar o maior exemplo à sociedade, como fazem para equilibrar as contas?

 

Ex-presidente Lula desiste de 22 das 86 testemunhas

O ex-presidente, Lula, depois de atritos com o juiz federal, Sergio Moro, desistiu de 22 testemunhas das 86 que seriam ouvidas em ação criminal, além de pedir a troca de mais seis.

O processo é o segundo da Lava Jato a tramitar na Justiça Federal de Curitiba e foi aberto depois do que condenou o petista a 9 anos e 6 meses de prisão.

Entre os nomes retirados até esta sexta, 14, estão os dos ex-ministros Jorge Hage, Alexandre Padilha, Jaques Wagner e Aldo Rebelo. Os três primeiros já haviam sido ouvidos na ação do tríplex e os depoimentos foram compartilhados no segundo processo.Já Rebelo teve a audiência anterior cancelada e novamente não depôs, desta vez por problemas de saúde.

O conflito entre Moro e Lula começou porque o magistrado reclamava do reúso de testemunhas que poderiam ser substituídas, sem prejuízo, por prova emprestadas.

 

‘Emenda Lula’ impede prisão de candidatos a 8 meses da eleição

O relator da reforma política na Câmara dos Deputados, deputado Vicente Cândido (PT-SP), incluiu em seu parecer uma emenda que impede a prisão de candidatos até oito meses antes da eleição. A medida, inclusive, foi apelidada de “Emenda Lula“, onde altera o Artigo 236 do Código Eleitoral, proibindo a prisão até 15 dias antes do pleito.

O leitor do blog pode está se perguntando por que a emenda foi apelidada de “Emenda Lula”. O fato se deve é que se for aprovada, a regra passa a valer em 2018 beneficiando o ex-presidente Lula  condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva no caso do triplex do Guarujá, caso a decisão do TRF, em segunda instância, mantenha a condenação aplicada pelo juiz Sergio MOro.

Fica claro que a emenda foi pensada para “blindar” não somente Lula, mas outros políticos investigados. É uma blindagem da política.

A reforma política deve ser votada pela comissão em 3 de agosto. Para valer nas eleições de 2018, a proposta precisa passar  pelo plenário da Câmara e pelo Senado até setembro.

PF diz à Justiça que não tem tornozeleira para Geddel na Bahia

A Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) na Bahia comunicou nesta sexta-feira que “não dispõe de sistema de monitoramento eletrônico de pessoas, comumente conhecido como tornozeleira eletrônica”. O desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), havia dado prazo de 48 horas para a PF instalar a peça no tornozelo do ex-ministro do governo Michel Temer (PMDB)Geddel Vieira Lima – em regime domiciliar em Salvador desde a noite desta quinta-feira.

Bello autorizou Geddel a cumprir prisão domiciliar após o ex-ministro ficar dez dias na Papuda, em Brasília, por ordem do juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal do DF. Ele está sob suspeita de pressionar a mulher do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, Raquel Pitta, para evitar que ele faça delação premiada.

 

Fonte: Veja

Eike já produziu oito anexos de proposta de delação que envolvem Lula, Cabral e Mantega

RIO – O empresário Eike Batista e seus advogados produziram ao menos oito anexos da sua proposta de delação premiada que será entregue ao Ministério Público Federal (MPF) no Rio, apurou o Estado/Broadcast. Neste momento, os principais nomes citados na colaboração de Eike são o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

Eike deve detalhar lobby que teria sido feito por Lula em favor das empresas do grupo X. O empresário, no entanto, irá ponderar que o petista nunca fez nenhum pedido formal para que contribuísse nas campanhas eleitorais. No caso de Mantega, ele pretende detalhar pedido do ministro para que fizesse um pagamento de R$ 5 milhões, no interesse do PT. Eike já prestou depoimento no ano passado à força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, sobre o tema.

Já Cabral teria cobrado propina de ao menos duas empresas de Eike, a petroleira OGX e a OSX, braço de construção naval do grupo.

A defesa do fundador do grupo X está agora colhendo anexos de executivos e ex-executivos das empresas de Eike, que podem corroborar as suas declarações. Neste momento, há cinco executivos colaborando, segundo fontes. O empresário recorreu a eles em busca de detalhes, porque ficava na holding do grupo, a EBX, e não se envolvia no dia a dia das companhias.

Procurado, o MPF informou que não se manifesta sobre tratativas de acordos de delação. O advogado de Eike, Fernando Martins, não quis comentar o caso.

Eike foi preso no início do ano pela Operação Eficiência, desdobramento da Calicute (operação que levou Cabral à prisão no ano passado). Atualmente, Eike cumpre prisão domiciliar na sua residência no Jardim Botânico, zona sul do Rio.

Nesse processo, o fundador do grupo X foi indiciado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Ele teria pago US$ 16,5 milhões em propina ao suposto esquema liderado por Cabral para ter benefícios em seus negócios. Além disso, teria desembolsado R$ 1 milhão em propina ao ex-governador, por meio de contrato fraudulento com o escritório de advocacia de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador.

As tratativas sobre o acordo com o MPF no Rio já estão em andamento há alguns meses, mas o processo ainda terá de passar pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Isso porque a delação de Eike envolve pessoas com foro privilegiado.

Eike iria depor nesta sexta-feira, 14, mas teve o interrogatório adiado na 7.ª Vara Federal Criminal do Rio, que cuida dos desdobramentos da Lava Jato no Rio. A audiência foi remarcada para o dia 31, quando também serão ouvidos o seu ex-braço direito, Flávio Godinho, Cabral e sua mulher Adriana Ancelmo.

O Broadcast apurou que o empresário estava disposto a falar, mas não poderia entrar em detalhes sobre a sua relação com o ex-governador porque esse conteúdo estará no seu acordo de delação. A mudança da data, ao final, foi conveniente para o empresário, que pode fechar o acordo até o dia 31 e, daí sim, poderá detalhar o que sabe ao juiz Marcelo Bretas, titular da 7.ª Vara.

 

Fonte: Estadão